terça-feira, 4 de março de 2014

A ESTRELA CADENTE

Sempre esperei que o PT (Partido dos trabalhadores), fosse aquele que lutaria por democracia e defendessem o proletariado, afiinal de contas foi por isso que ele nasceu. Assim como em toda a familia existem divergências e pontos de vista diferentes, no PT não é diferente afinal de contas a ala radical sempre se mostrou indócil. Mas qual não foi a surpresa que depois de várias tentativas o PT conseguiu ser igual ou até mesmo pior que os demais partidos a quem sempre fez oposião. Erros acontecem algumas vezes eles se fazem necessarios para que possamos aprender algo e assim não comete-los novamente, foi necessário cortar na propria carne para se expurgar o mal que como um cancêr brotoou em seu seio do PT, mas quem sou eu para questionar tão sabia decisão, um humilde proletário que nas horas difíceis ajudou a panfletar em portas de fábricas, trabalhou em campanhas políticas para o partido. Mas diferentemente deles eu continuo com as unhas sujas de tanto labutar, assim como eu existem outros que também estão desiludidos, pois em algum momento o partido se perdeu e consequentemente nos perdeu. Agora só resta saber o que o futuro reserva tanto para o partido como que pra nós que acreditamos na causa e amamos o partido, mesmo que algumas vezes ele nos vire as costas. Prof. José Maria de Oliveira Júnior

A REVOLTA DOS MALÊS

CARNAVAL FRANCANO DE 1939

domingo, 2 de março de 2014

O ABOLICIONISTA

Editorial da edição de lançamento do zine "O Abolicionista", que já está circulando por aí e pode ser reproduzido livremente por quem quiser: A MÍDIA É UMA ARMA APONTADA PARA NOSSAS CABEÇAS E PERTENCE A QUEM NOS ESCRAVIZA E DESTRÓI NOSSO PLANETA Nos últimos anos do século XIX, o Brasil era o último país do mundo que não tinha ainda abolido a escravidão. Seres humanos tinham suas vidas roubadas para trabalharem de sol a sol nas fazendas de café e cana-de-açúçar ou nas casas dos ricos, sofrendo os mais perversos maus-tratos e humilhações. Os poderosos e influentes senhores de terra faziam de tudo para que a situação não mudasse. Além de terem poder político, armas e jagunços (inclusive os jagunços oficiais do Exército), os escravagistas já contavam com jornais que os ajudavam a propagar a idéia de que a escravidão era “normal”, “aceitável” e “justa”. Às vezes essa imprensa aliada dos poderosos era tão inescrupulosa que chegava a publicar anúncios de venda e aluguel de negros e negras para todo tipo de serviço. Mas desde aquela época também já existia a mídia independente, feita meio artesanalmente, sem recursos, numa tarefa heróica, para combater a ditadura do discurso único. Foi o caso de O Abolicionista (1880-1881), dirigido por Joaquim Nabuco. É verdade que houveram revoltas de escravos e também AÇÕES DIRETAS de grupos de abolicionistas mascarados que, durante a noite arrombavam portas de senzalas e libertavam escravos cativos. Mas as gazetilhas e panfletos também tiveram importante papel na luta por liberdade ao divulgar as idéias abolicionistas. Finalmente, em 1888 a escravidão foi abolida no Brasil. Mas as elites dominantes nunca aceitaram a libertação dos escravos. Os fazendeiros se sentiram injustiçados por terem perdido suas “propriedades”. E para deixar os ricos sanguessugas ainda mais preocupados, os planos dos abolicionistas para tornar essa terra um mundo mais justo iam além. A luta agora era para que os ex-escravos, libertos, recebessem lotes de terra (inclusive a título de indenização pelos anos de trabalho não remunerado) para poderem começar uma vida nova. Isso não aconteceu até hoje. A divisão de terras não aconteceu, e os grupos político-econômicos que continuaram a dominar o país, na verdade vem se esforçando nos últimos 126 anos para criar e recriar a cada época novas e mais sofisticadas formas de escravização. O trabalho assalariado foi umas delas. Em vez de contratar por salário justo os negros, os proprietários de terra importaram da Europa famintos camponeses europeus, como refugiados de guerras. Prometiam mundos e fundos a eles na Europa, mas aqui não recebiam o prometido, eram expostos a situações degradantes apenas pouco menos ruins às quais os negros estiveram submetidos. Sem terra e sem emprego no campo, os negros iam para as cidades onde eram também marginalizados, criminalizados, discriminados e muitas vezes assassinados impunemente por policiais e militares. Tem sido assim durante toda a história da “República”, que jamais foi democrática. Tendo que pagar aluguel e comida para os mesmos senhores, negros e brancos pobres continuavam escravos de certa forma, pois não tinham outra escolha senão se “vender”, numa fazenda, numa fábrica ou prostíbulo. Nos últimos 126 anos, as elites inescrupulosas promoveram, sempre que acharam necessário, golpes de Estado e outros golpes, para continuarem a manter o poder de fato. O último golpe escancarado foi na madrugada do dia primeiro de abril de 1964, quando generais corruptos derrubaram o governo democrático de João Goulart, que havia anunciado querer fazer reforma urbana, isto é, garantir que todas as pessoas tivessem onde morar; e no caso da população rural, que na época correspondia à metade dos brasileiros, a tão famosa Reforma Agrária, isto é, dar ao menos um lote de terra suficiente para cada família conseguir se manter. Aos ricos não interessa apenas que eles próprios tenham muito. Eles podem ter enormes fazendas, muitos imóveis, fábricas e carros. A eles interessa que nós não tenhamos nada, às vezes nem mesmo o que comer, por que assim eles podem nos obrigar a aceitar trabalhar cada vez mais por cada vez menos. E é por isso que eles financiaram o vergonhoso golpe militar de 1964. O governo militar acabou nos anos 80. Mas essa mudança política aos poucos se mostrou ser apenas de faixada. Nem mesmo os direitos civis mais básicos garantidos pelo artigo quinto da Constituição de 1988 é respeitado pelos poderosos (militares, políticos, patrões). O peso da lei só vale se é contra o pobre. As eleições são uma verdadeira fraude. O povo é chamado a escolher entre dois ou três ou quatro opções, mas esses candidatos já foram previamente escolhidos pelos grupos políticos mais poderosos. E para o sujeito se candidatar, é preciso que antes ele se comprometa a não mexer em certas questões. Além disso, só os candidatos mais ricos (e, portanto, mais canalhas ou mais vendidos às corporações) podem fazer uma campanha competitiva. Soma-se a isso o fato de que as decisões em ministérios, no Congresso e nos tribunais são na verdade sempre negociadas previamente em reuniões secretas em gabinetes, clubes, lojas maçônicas, resorts e puteiros. E essas negociações de bastidores nem são políticas, nem levam o povo em consideração. SÃO REUNIÕES DE NEGÓCIOS. E para manter os negócios em paz, além de extrema violência, os donos do Estado têm ainda uma arma muito poderosa: A GRANDE MÍDIA. Que mente, manipula informação, distrai e entorpece mentes. As principais emissoras de TV e rádio, bem como os grandes jornais e revistas do país não têm compromisso com a Verdade, apenas com os negócios. Os donos da maioria das rádios e TVs são pessoas ligadas aos donos do poder político. São grandes fazendeiros, por exemplo. São aqueles que querem nos escravizar. É o tipo de gente disposta a dar mais um golpe militar e instalar o fascismo que for para nos fazer no século XXI, mais escravos que no século XIX. É por isso que O Abolicionista tem que voltar a circular. É por isso que outras publicações independentes (ainda que clandestinas) devem surgir, bem como devem surgir outras expressões libertárias em todas as artes capazes de arrombar senzalas mentais. Libertar mentes é o caminho para que um dia não haja mais escravidão... DE NENHUMA ESPÉCIE.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O AUTORITARISMO NO BRASIL: SUA HISTORIA MARCADA PELO SANGUE

O Autoritarismo no Brasil: Sua História Marcada Pelo Sangue Por: Bruno Ferreira Durante toda a história do Brasil o autoritarismo foi usado de diversas formas para manter a ordem social, vejamos as várias repressões fomentadas pelo governo, a história do Brasil é marcada por lutas e conflitos. Nos primórdios da colônia recém descoberta por Cabral os indígenas que aqui foram cruelmente reprimidos e manipulados para que os Portugueses explora-se o Pau Brasil a primeira forma de economia na terra de vera cruz. Os indígenas foram brutalmente assassinados pelos portugueses, francês entre outros povos que aqui vieram para explorar a terra. Ao passar dos anos a economia e a mão de obra mudam de mãos passando essa economia para a cana de açúcar e a mão de obra de semi-escrava para escrava, utilizando agora a mão de obra vinda da África, utilizando para isso um forte autoritarismo fomentados pelos senhores de engenhos e seus capitães do mato. A tortura e o medo eram utilizados para manter o forte autoritarismo e a ordem os negros aqui chegavam e eram tratados como verdadeira mercadorias e eram considerados seres ou animais de segunda classe, utilizando para isso diversos requintes de crueldade. A história do autoritarismo no Brasil ganha formas em toda a sua história como na chegada da família real ao Rio de Janeiro, sendo essa a chegar e a obrigar os moradores do Rio a saírem de suas casas para que a corte portuguesa seja abrigada.. A crueldade e o autoritarismo do governo continua na conjuração baiana e mineira ambas cruelmente destroçadas como é o caso de Tiradentes que foi fortemente punido pelo governo da época. Tantas revoltas no Brasil foram reprimidas com força militar como; Sabinada, Balaiada, Praieira e a Guerra dos Farrapos. A Guerra mais sanguinária da história do Brasil sem dúvida foi a “Guerra do Paraguai” este pais que teve sua população dizimada e seu povo cruelmente assassinado culturalmente por décadas até mesmo séculos, milhares de mortos. Após o fim da guerra e o conflito entre Paraguai surge uma república que pairava liberdade, mas que foi sendo feita durante o século XX com sangue, com a chegada da Republica pouco se altera a estrutura social do Brasil, mas os militares entram em conflitos entre eles a famosa, revolta da armada. Surgem outros conflitos no Brasil como a guerra de canudos onde foram brutalmente assassinados um povo que pouco tinha a oferecer a não ser sua miséria e sua fé, um mar de sangue no nordeste do Brasil. A revolta da vacina foi outra forma de autoritarismo a ser utilizado em nome do Bem de ser vacinado, explodindo uma revolta popular no Rio de Janeiro contra a vacina da varíola foi um conflito ou um pretexto que povo utilizou para um movimento político-social isso acabou de forma trágica. As revoltas continuaram a da Chibata, a guerra do Contestado todos os conflitos foram reprimidos pela força autoritária do governo central do Brasil para manter dessa forma a “Ordem e o Progresso” tão sustentando no século XX pelos positivistas do exército brasileiro. O autoritarismo foi sendo utilizado pelo governo em toda a sua história e com a chegada de regimes autoritários como o período conhecido como “Era Vargas” esse aumenta ainda mais com sua força política fechou partidos e aumento a repressão social em nome da ordem alinhou-se ao império norte americano em nome do progresso econômico e ainda assim foi aclamado como sendo o “Pai dos Pobres”. A democracia vem e dura pouco e logo chega novamente a força de um regime que duraria mais de duas décadas para chegar ao seu fim o período que se deu em 1964 sendo conhecido como ditadura militar esse governo sendo fomentado pelos americanos como forma de deter a crescente do socialismo da URSS, foi um período que a repressão e o autoritarismo ganha força moral para combater qualquer pessoa em nome da ordem e do progresso, o Brasil ganhava presidentes generais para governarem a terra tão sofrida. Chegado ao seu fim em 1985 a luz da democracia chega e os ideais de liberdade vão nascendo com a constituição cidadã de 1988 o Brasil apesar de ser uma democracia recente ainda sofria o autoritarismo do governo e das ruas violentas cheia de crimes a corrupção toma conta do governo e da vida social. Em meados de 2013 manifestações contra a Copa do Mundo de 2014 a serem realizados e o governo utiliza de um polícia autoritária para combater manifestantes perigosos e manter desta forma a ordem social, ou seja mais uma vez o governo e a sociedade como um todo vê um autoritarismo não apenas governamental mas sim social, vemos o despreparo da polícia diante dos dilemas sociais, nunca a bandeira do Brasil disse tanto sobre sua história com sua famosa frase "Ordem e Progresso" em nome da ordem surge a violência para desta forma manter o progresso.